Tuesday, May 27, 2014

História sobre atuação do Exército nas favelas cariocas chega a livrarias de Curitiba

O texto abaixo foi publicado no site no site RIC Mais PR.

O livro Comando Verde conta a história de um tenente do Exército Brasileiro (EB) que, por questões pessoais, odeia traficantes de drogas, mas que, por um golpe do destino, acaba se apaixonando por uma das líderes do tráfico nas favelas que compõem os complexos da Penha e do Alemão. Com este improvável romance como pano de fundo, os autores Fernando Motenegro e Marcos Ommati desenvolvem uma trama recheada de muita ação e aventuras.

Segundo Fernando Montenegro, coronel das Forças Especiais do Exército Brasileiro e um dos comandantes da Operação Arcanjo, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, as páginas estão cheias de fatos verdadeiros. “A maioria dos fatos narrados são inspirados em acontecimentos reais”, conta o coronel.

“Depois que o coronel Montenegro foi para a reserva do Exército, logo após ter passado vários meses nos complexos da Penha e do Alemão como um dos comandantes da força de pacificação, ele me apresentou uma quantidade fantástica de relatos incríveis. A opção do que fazer com todas estas narrativas está nas páginas de Comando Verde”, conta Marcos Ommati, que é jornalista especializado em assuntos de segurança.

Os dois autores são fascinados por seriados americanos de TV e filmes, e a ideia original, segundo eles, era escrever um roteiro para estes meios, mas acabaram criando um livro em linguagem cinematográfica, em que cada um dos 45 capítulos é pleno de emoção e ritmo, como episódios de uma série de televisão.

“Nosso público alvo mais óbvio são os militares das forças armadas e de outras forças de segurança, porém posso garantir que qualquer pessoa irá se deleitar com a forma como contamos histórias muitas vezes emocionantes, outras vezes tristes, mas nunca desinteressantes”, diz o coronel Montenegro.

O livro também recebeu o aval de um dos roteiristas de Tropa de Elite I e II, Rodrigo Pimentel. O ex-oficial do BOPE escreveu o prefácio de Comando Verde. “Este é um livro extremamente original com ineditismo sem precedentes. Pela primeira vez na literatura recente brasileira, temos a oportunidade de ver alguns temas históricos, como o ataque à base brasileira no rio Traíra (na fronteira com a Colômbia) e a atuação da Força de Pacificação sob o enfoque de um protagonista do Exército Brasileiro”, escreveu Pimentel.

Na última semana, o Coronel Montenegro realizou uma noite de autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Curitiba, um dos locais que já tem exemplares do livro. Para mais informações, visite www.comandoverde.com

Monday, May 19, 2014

Brasil: Copa pode atrair terroristas, dizem especialistas

Por Thiago Borges para Infosurhoy.com

Ações autônomas de seguidores de organizações terroristas é a maior preocupação, segundo Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

SÃO PAULO, Brasil – A audiência televisiva de 2 bilhões de pessoas e a expectativa de receber 600.000 turistas estrangeiros colocam o Brasil no centro das atenções durante a Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de julho. Diante deste cenário, especialistas dizem que, apesar de o país não ser um alvo óbvio de terrorismo, há chances reais de um atentado acontecer.

“Nossa maior preocupação é com o que chamamos de ‘lobo solitário’, que é o indivíduo que atua sozinho”, diz Luiz Alberto Salaberry, diretor do Departamento de Contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Apesar de descartar a existência de células terroristas de organizações como a Al Qaeda no Brasil, Salaberry ressalta que extremistas radicais podem adotar os mesmos discursos de ódio e racismo difundidos por esses grupos pela internet.

Para tentar identificar seguidores de terroristas, a Abin trabalha em conjunto com agências de inteligência de 82 países e departamentos de 38 órgãos governamentais em todo o Brasil.

“Os lobos solitários geralmente sofrem de desvios psicológicos e poderiam causar uma tragédia, se aproveitando da presença de delegações e turistas estrangeiros”, explica Salaberry. “O desafio é se antecipar ao movimento dessas pessoas que nós sequer conhecemos.”

A Abin intensificou o trabalho de combate ao terrorismo em 2012, com a Rio+20, e continou no ano passado, quando o Brasil sediou a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude.

Para o advogado e especialista em contraterrorismo Marcus Reis, as ameaças internas são maiores que as externas.

“A Copa pode ser um momento para chamar atenção e tentar extorquir do estado algum compromisso político”, diz.

A inexistência de uma legislação específica favorece a concretização de um atentado, diz Reis.

“O Estado tem que aumentar a segurança e diminuir a vulnerabilidade do país, melhorar o controle das fronteiras e aumentar a possibilidade de prisão para diminuir as chances de um ataque acontecer”, acrescenta.

Há um projeto de lei em tramitação no Senado que tipifica o crime de terrorismo e estabelece penas de 15 a 30 anos de prisão, sem direito a fiança.

Se o projeto for aprovado, a lei antiterrorismo pode englobar desde ações terroristas de organizações como o Hezbollah até atentados como os praticados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006 e 2012.

Além da Copa, o país vai abrigar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e a Universíade de Brasília, em 2019.

Para tentar dificultar a ação de terroristas, a Abin investiu em metodologias, treinamento e parcerias no setor público e privado.

Entre esses parceiros, estão hotéis e restaurantes que vão atender as delegações estrangeiras. Como fez nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e na Rio+20, em 2012, a Abin irá treinar funcionários de vários estabelecimentos para que informem o serviço secreto brasileiro sobre ações suspeitas.

“O terrorismo é uma ameaça que não faz parte da conjuntura normal do Brasil, mas um grande evento possibilita esse tipo de apreensão”, disse o general Jamil Megid Junior, assessor especial para Grandes Eventos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa, em março, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Durante a Copa, cerca de 150.000 agentes policiais e das Forças Armadas vão atuar na segurança de delegações, turistas e população em geral.

O general informou que varreduras em busca de bombas e agentes químicos, biológicos, nucleares e radiológicos serão feitas em todos os estádios, hotéis oficiais e centros de treinamento, entre outras áreas importantes, da Copa do Mundo.

“Nós já estamos ativando os nossos 12 comandos regionais das cidades-sede e finalizando a capacitação das nossas forças, agora em abril e maio, principalmente com exercícios simulados com representantes da segurança como um todo”, disse Megid.

Entre os dias 24 de março e 11 de abril, delegados da Polícia Federal e agentes da segurança pública de Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul participaram de um curso sobre interdição marítima a terroristas.

Realizado em Moyock, no estado da Carolina do Norte (EUA), o curso é resultado de uma parceria entre a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e a Agência Antiterrorismo do Departamento de Estado dos EUA.

Investimento em segurança

O governo federal investiu R$ 1,9 bilhão entre 2012 e 2014 para garantir a segurança na Copa.

Os recursos foram destinados à coordenação de ações entre polícias, guardas municipais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros e treinamento de pessoal, além da compra de tanques de defesa antiaérea, equipamentos antibomba e de videomonitoramento.

“Nós temos total confiança nos Ministérios do Esporte, da Justiça e da Defesa, incluindo todas as diferentes autoridades de segurança”, diz Ralf Mutschke, diretor de segurança da FIFA. “Estamos convencidos de que a segurança na Copa do Mundo de 2014 será provida.”

 

Mundial: Brasil podría atraer a terroristas, según expertos

Por Thiago Borges para Infosurhoy.com

El potencial de ataques terroristas durante Brasil 2014 es una gran preocupación, según la Agencia Brasileña de Inteligencia (ABIN). 

SÃO PAULO, Brasil – Brasil podría ser blanco de ataques terroristas durante el Mundial, cuando unos 600.000 extranjeros visiten el país entre el 12 de junio al 13 de julio, al mismo tiempo que unos 2.000 millones lo vean por televisión, según expertos.

"Nuestra mayor preocupación son los que llamamos ‘lobos solitarios’, que son individuos que operan por su propia cuenta”, dijo Luiz Alberto Salaberry, director del Departamento de Contraterrorismo de la Agencia Brasileña de Inteligencia (ABIN).

A pesar de descartar la existencia de células terroristas de organizaciones como Al Qaeda en Brasil, Salaberry expresó que los extremistas radicales pueden adoptar los mismos discursos de odio y racismo difundidos en internet por estos grupos.

La ABIN está trabajando con 38 departamentos gubernamentales de Brasil y agencias de inteligencia de 82 países para impedir ataques durante el Mundial, prestando especial atención a los individuos que siguen a grupos terroristas.

“Los lobos solitarios generalmente sufren de problemas psicológicos y podrían causar una tragedia, aprovechando la presencia de delegaciones y turistas extranjeros”, agregó Salaberry. “El desafío es anticiparse a los movimientos de estas personas que ni siquiera hemos identificado”.

La ABIN intensificó su trabajo en el combate del terrorismo en 2012 con Rio+20, y continuó en 2013, cuando Brasil fue anfitrión de la Copa Confederaciones y la Jornada Mundial de la Juventud.

Las amenazas internas son mayores que las externas, según el experto en antiterrorismo Marcus Reis.

“La Copa del Mundo podría ser un momento para atraer atención e intentar extorsionar al estado a tomar un compromiso político", añadió.

Reis, quien es abogado, agregó que la falta de legislación específica también favorece la realización de un atentado.

“El Estado tiene que aumentar la seguridad y disminuir la vulnerabilidad del país, mejorar el control de las fronteras y aumentar la probabilidad de detención para diminuir las posibilidades de que ocurra un atentado", dijo.

El Senado está considerando aprobar una legislación que establece una pena de prisión de entre 15 y 30 años por terrorismo. Los acusados no tendrán derecho a fianza mientras esperan juicio.

Si el proyecto legislativo se aprueba, la ley antiterrorismo podría cubrir desde actos terroristas cometidos por organizaciones como Hezbolá hasta los ataques realizados por el Primer Comando de la Capital (PCC) en 2006 y 2012.

Rio de Janeiro será también sede de los Juegos Olímpicos 2016.

Con la finalidad de combatir el terrorismo, la ABIN ha invertido en metodologías, entrenamiento y asociaciones con los sectores público y privado.

Hoteles y restaurantes que atenderán a las delegaciones extranjeras se han sumado a estas iniciativas. Como se hizo en los Juegos Panamericanos de 2007 y en Rio+20 en 2012, la ABIN capacitará a empleados de varios establecimientos para que informen al Servicio Secreto Brasileño sobre cualquier actividad sospechosa.

“El terrorismo es una amenaza que no forma parte de la vida normal en Brasil, pero los grandes eventos hacen posible este tipo de aprehensión", dijo en marzo el general Jamil Megid Junior, asesor especial para Grandes Eventos del Estado Mayor Conjunto de las Fuerzas Armadas (EMCFA) del Ministerio de Defensa, durante una alocución ante la Cámara de Diputados en Brasília.

Alrededor de 150.000 agentes policiales y miembros de las Fuerzas Armadas serán desplegados en las 12 ciudades sede del Mundial.

Megid dijo que el personal de seguridad buscará bombas químicas y nucleares, mientras que agentes especializados en radiología serán desplegados en todos los estadios, hoteles oficiales y centros de entrenamiento, así como en otras áreas importantes para el Mundial.

“Ya estamos activando nuestros 12 comandos regionales en las ciudades sede y finalizando el entrenamiento de nuestras fuerzas en abril y mayo, principalmente a través de simulacros con representantes de todo el plan general de seguridad", afirmó Megid.

Entre el 24 de marzo y el 11 de abril, agentes de la Policía Federal y oficiales de la ley de los estados de Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul y São Paulo participaron en un curso de represión de terrorismo marítimo.

Realizado en Moyock, Carolina del Norte, EE.UU., el curso fue el resultado de una asociación entre la Secretaría Extraordinaria de Seguridad para Grandes Eventos (SESGE) del Ministerio de Justicia, la Embajada de Estados Unidos en Brasil y la Agencia Antiterrorismo del Departamento de Estado estadounidense.

Inversiones en seguridad

El Gobierno brasileño invirtió R$1.900 millones (US$860 millones) entre 2012 y 2014 para garantizar la seguridad durante el Mundial.

Los recursos fueron destinados a mejorar la coordinación entre las fuerzas policiales, las guardias municipales, la defensa civil y los cuerpos de bomberos, así como para el entrenamiento de personal y la adquisición de tanques de defensa antiaérea, equipos antibomba y de monitoreo por video.

“Tenemos absoluta confianza en los Ministerios de Deporte, de Justicia y de Defensa, incluyendo a todas las diferentes autoridades de seguridad", expresó Ralf Mutschke, director de seguridad de la FIFA. “Estamos convencidos de que se brindará seguridad para el Mundial".

 

World Cup: Brazil may attract terrorists, experts say

By Thiago Borges for Infosurhoy.com
The potential for terrorist attacks is a major concern at the World Cup, according to the Brazilian Intelligence Agency (ABIN).
SÃO PAULO, Brazil – Brazil could be the target of terrorist attacks during the World Cup, when an expected 600,000 foreigners will visit the country for the June 12 through July 13 event that will have a TV audience of about two billion, experts said.
“Our biggest concern is with the so-called ‘lone wolves,’ who are individuals operating on their own,” said Luiz Alberto Salaberry, the director of the Counter-terrorism Department at the Brazilian Intelligence Agency’s (ABIN).
Despite dismissing the potential existence of terrorist cells in Brazil from organizations such as al-Qaeda, Salaberry said radical extremists may adopt the same hate speech and racism spread across the Internet by these groups.
ABIN is working with 38 Brazilian governmental departments and intelligence agencies from 82 countries to prevent attacks when Brazil is the center of global attention, paying special attention to individuals who follow terrorist groups.
“The lone wolves typically suffer from psychological issues and could cause a tragedy, taking advantage of the presence of foreign delegations and tourists,” Salaberry added. “The challenge is to anticipate the movements of these people whom we haven’t even identified.”
ABIN intensified its work to combat terrorism in 2012, with Rio+20, and continued in 2013, when Brazil hosted the Confederations Cup and World Youth Day.
Internal threats are greater than external ones, according to counter-terrorism expert Marcus Reis.
“The World Cup could be a moment to attract attention and attempt to extort the state into some sort of political commitment,” he said.
The lack of specific legislation also favors the carrying out of an attack, Reis, who is a lawyer, added.

“The state has to increase security and decrease the country’s vulnerability, improve border control and increase the likelihood of arrest in order to reduce the chances of an attack,” he said.
The Senate is considering approving legislation that establishes a prison sentence of between 15 and 30 years for anyone convicted of terrorism. Defendants also will be denied bail while they wait for their day in court.
If the bill is approved, the anti-terrorism law could cover everything from terrorist acts committed by organizations such as Hezbollah to attacks such as those carried out by the Primeiro Comando da Capital (PCC) in 2006 and 2012.
Rio de Janeiro also will host the 2016 Olympics.
ABIN has invested in methodologies, training and partnerships with the public and private sectors to combat terrorism.
Among these partners are the hotels and restaurants that will serve foreign delegations. Just as it did during the 2007 Pan-American Games and Rio+20, in 2012, ABIN will train the employees of various establishments to inform the Brazilian Secret Service of any suspicious activity.
“Terrorism is a threat that isn’t part of normal life in Brazil, but major events make these types of arrests possible,” Gen. Jamil Megid Junior, a special adviser for major events to the Ministry of Defense’s Joint Chiefs of Staff of the Armed Forces (EMCFA), said during a speech before the House of Representatives in Brasília in March.
About 150,000 police officers and members of the Armed Forces will be stationed throughout the 12 cities that will host World Cup games.
Megid said security personnel will search for chemical and nuclear bombs, while agents specializing in radiology will be stationed at all stadiums, official hotels and training centers, as well as other important World Cup areas.
“We’re already activating our 12 regional commands in the host cities and finalizing the training of our forces in April and May, primarily through drills with representatives of the overall security scheme,” Megid said.
Between March 24 and April 11, Federal Police officers and law enforcement officials from the states of Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraná Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul and São Paulo, participated in a course on maritime terrorist interdiction.
Held in Moyock in the U.S. state of North Carolina, the course was the result of a partnership between the Ministry of Justice’s Special Secretariat for Security at Major Events (SESGE), the U.S. Embassy in Brazil and the U.S. Department of State’s Counterterrorism Agency.
Investments in security
The Brazilian government invested R$1.9 billion (US$860 million) between 2012 and 2014 to ensure security at the World Cup.
The funds were allocated to improve coordination among the police forces, municipal guards, civil defense and fire departments, as well as the training of personnel and the purchase of air defense tanks, bomb disposal equipment and video surveillance gear.
“We have total confidence in the ministries of Sport, Justice and Defense, including all of the different security authorities,” FIFA Security Director Ralf Mutschke said. “We’re convinced that security will be provided for the World Cup.”
 

Monday, May 12, 2014

Rio de Janeiro: Residents benefit from Armed Forces’ crime hotline


By Flávia Ribeiro for Infosurhoy.com

Armed Forces have created Disque-Pacificação to provide the Complexo da Maré’s residents a telephone number for anonymous crime reporting and suggestions.

 

RIO DE JANEIRO, Brazil – A series of attacks on April 20 and 21 against the Pacification Force in Complexo da Maré culminated in a horrifying scene: A gunman, accompanied with at least one child on a motorcycle, shot at military members who couldn’t return fire since he was protecting himself with a human shield.

Maré, a complex of 15 favelas in Rio de Janeiro’s North Zone, continues to be a hotspot for narco-traffickers after it was occupied by the Brazilian Army and Navy. However, the military has bolstered its fight against crime by improving communication with the about 130,000 who call the complex home.

Disque-Pacificação (3105-9717) is a 24-hour anonymous crime hotline that began operating on April 16 and will be open until the military leaves the area, mirroring the hotline that was established after the 2010 pacification of Complexo do Alemão.

“We began this service so the community could speak with us about any issues, from providing us with information about drug trafficking and organized crime to reporting complaints about excesses on the part of our troops,” said Army Maj. Alberto Horita, a spokesperson for the Pacification Force in Maré. “Of course, we will strive to prevent any excesses. But, if they do occur, we want them to be reported so we can take the appropriate steps.”

During the first 24 hours the hotline was in service, 25 complaints were filed – all of them related to drug trafficking. A small number, perhaps, but the Pacification Force believes it’s a good sign, as the line was started without any publicity.

“The guarantee of anonymity is absolute and residents have no reason to fear calling,” Horita said. “Residents will realize this, see our work and the results of their complaints.”

Disque-Pacificação works in the same way as Disque-Denúncia (2253-1177), a service operated by civil society to aid in the fight against crime.

Disque-Denúncia has received 1,997,082 complaints since its creation in 1995 through March 2014, according to Zeca Borges, the service’s coordinator. Disque-Pacificação will be used more often as more residents realize their reports are taken very seriously by security forces.

“First, you must gain their trust, then you can regain the area,” Borges said. “The important thing in this work is to be open to listening. They have to value what is being said since every call represents a civic act by the caller.”

 Borges said Disque-Denúncia also continues to be available to the residents of Complexo da Maré.

“My guidance is to call, always,” Borges added.

Gen. Roberto Escoto, the commander general of the Maré Pacification Force, said it has been harder to restore order to Complexo da Maré because the number of narco-traffickers was larger than initially estimated.

Complexo da Maré is considered a strategic region. In addition to being crossed by the city’s three main highways – Linha Vermelha, Linha Amarela and Avenida Brasil – the complex is next to the international airport and is bordered by the Bay of Guanabara, which makes it easier to traffic drugs and weapons.

Two criminal organizations - Terceiro Comando and Comando Vermelho – and one militia group are operating in the community.

Maré’s residents, who for decades lived under the control of narco-traffickers and criminal groups, hope the arrival of the Police Pacification Units (UPP) represents the start of a better future.

Now, the Pacification Forces hope residents take advantage of the hotline.

“Some trafficking activity remains in Maré so residents fear being identified, no matter how certain they are that the complaint is anonymous,” said professor Edson Diniz, the founder and director of Redes de Desenvolvimento da Maré, a civil society organization that supports community development.

Diniz said the Pacification Force will need to overcome the residents’ fears “of crime and the security forces themselves,” suggesting an ombudsman’s office be created to complement Disque-Pacificação.

“The idea of opening a line of communication is good,” he added. “But residents will trust it enough to participate only after they have seen it put into practice.”

 

 

Línea telefónica para denunciar delitos beneficia a favelas

Por Flávia Ribeiro para Infosurhoy.com
Las Fuerzas Armadas crearon Disque-Pacificação para que residentes del Complexo da Maré denuncien delitos de manera anónima y puedan dejar sugerencias.
RIO DE JANEIRO, Brasil – Una serie de ataques ocurridos el 20 y 21 de abril contra la Fuerza de Pacificación en Complexo da Maré culminó en una escena horrorosa: un hombre armado, acompañado de al menos un menor en una motocicleta, disparó contra efectivos del Ejército que no pudieron devolver los disparos debido a que el sujeto se estaba protegiendo con un escudo humano.
Maré, un complejo de 15 favelas en la Zona Norte de Rio de Janeiro, continúa siendo un semillero de narcotraficantes, aun después de haber sido ocupada por el Ejército y la Marina de Brasil. Sin embargo, el Ejército ha reforzado su ofensiva contra el crimen al mejorar la comunicación con los aproximadamente 130.000 residentes del complejo.
Disque-Pacificação (3105-9717) es una línea anónima disponible las 24 horas del día que comenzó a funcionar el 16 de abril y que seguirá abierta hasta que el Ejército abandone el área, replicando lo que sucedió con la línea telefónica que se estableció luego de la pacificación del Complexo do Alemão, en 2010.
“Comenzamos este servicio para que la comunidad pueda comunicarse con nosotros sobre cualquier problema, desde darnos información sobre actividades de narcotráfico y crimen organizado hasta denunciar excesos por parte de nuestros efectivos”, dijo el mayor del ejército Alberto Horita, portavoz de la Fuerza de Pacificación en Maré. “Por supuesto, haremos lo máximo posible para evitar que ocurran excesos. Pero si ocurren, queremos que se denuncien para que podamos tomar las medidas correspondientes”.
Durante las primeras 24 horas de funcionamiento de la línea, se registraron 25 denuncias, todas ellas vinculadas con el narcotráfico. Podría parecer una cifra pequeña, pero la Fuerza de Pacificación cree que es una buena señal, ya que la línea comenzó a funcionar sin que se hiciera publicidad previa. El servicio fue promocionado mediante anuncios con altoparlantes y panfletos en las calles.
“La garantía del anonimato es absoluta y los residentes no tienen por qué tener temor de llamar”, afirmó Horita. “Los residentes se darán cuenta de esto, verán nuestro trabajo y los resultados de sus denuncias”.
Disque-Pacificação funciona de la misma manera que Disque-Denúncia (2253-1177), un servicio operado por la sociedad civil para ayudar en la lucha contra el crimen.
Disque-Denúncia ha recibido 1.997.082 denuncias desde su creación, en 1995, hasta marzo de 2014, según Zeca Borges, el coordinador del servicio. Disque-Pacificação será usada con más frecuencia a medida que más residentes se den cuenta que la policía se toma muy en serio sus denuncias.
“Primero, hay que ganarse su confianza; después, se puede recuperar el área”, dijo Borges. “Lo importante en este trabajo es estar abierto a escuchar. Hay que valorar lo que se dice debido a que cada llamada representa un acto cívico de quien la realiza”.
Borges añadió que Disque-Denúncia también continúa estando disponible para los residentes del Complexo da Maré.
“Lo que yo recomiendo es que hay que llamar, siempre”, añadió Borges.
El general Roberto Escoto, comandante general de la Fuerza de Pacificación de Maré, dijo que ha sido más difícil restaurar el orden en Complexo da Maré debido a que la cantidad de narcotraficantes era mayor que las estimaciones iniciales.
Se considera a Complexo da Maré como una región estratégica. Además de que lo atraviesan las tres principales autopistas de la ciudad (Linha Vermelha, Linha Amarela y Avenida Brasil), el complejo está al lado al aeropuerto internacional y lo rodea la Bahía de Guanabara, lo que facilita el tráfico de drogas y armas.
Dos organizaciones delictivas (Terceiro Comando y Comando Vermelho) y un grupo de autodefensa operan en la comunidad.
Los residentes de Maré, que por décadas vivieron bajo el control de narcotraficantes y grupos delictivos, esperan que la llegada de las Unidades Pacificadoras Policiales (UPP) represente el comienzo de un futuro mejor.
Ahora, las Fuerzas de Pacificación esperan que los residentes aprovechen la línea telefónica.
“Todavía existe actividad de narcotráfico en Maré, por lo que los residentes tienen temor de ser identificados, sin importar lo seguros que estén de que la denuncia permanecerá en el anonimato”, dijo el profesor Edson Diniz, fundador y director de Redes de Desenvolvimento da Maré, una sociedad civil que trabaja por el desarrollo de la comunidad.
Diniz dijo que la Fuerza de Pacificación deberá luchar contra los temores por parte de los residentes “al crimen y a las mismas fuerzas de seguridad”, y sugirió que se creará una oficina de defensoría del pueblo (ombudsman) para complementar a Disque-Pacificação.
“La idea de abrir una línea de comunicación es buena”, añadió. “Pero los residentes solo confiarán en el servicio luego de que vean sus resultados”.