O texto abaixo foi publicado no site no site RIC Mais PR.
O livro Comando Verde conta a história de um tenente do Exército Brasileiro (EB) que, por questões pessoais, odeia traficantes de drogas, mas que, por um golpe do destino, acaba se apaixonando por uma das líderes do tráfico nas favelas que compõem os complexos da Penha e do Alemão. Com este improvável romance como pano de fundo, os autores Fernando Motenegro e Marcos Ommati desenvolvem uma trama recheada de muita ação e aventuras.
Segundo Fernando Montenegro, coronel das Forças Especiais do Exército Brasileiro e um dos comandantes da Operação Arcanjo, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, as páginas estão cheias de fatos verdadeiros. “A maioria dos fatos narrados são inspirados em acontecimentos reais”, conta o coronel.
“Depois que o coronel Montenegro foi para a reserva do Exército, logo após ter passado vários meses nos complexos da Penha e do Alemão como um dos comandantes da força de pacificação, ele me apresentou uma quantidade fantástica de relatos incríveis. A opção do que fazer com todas estas narrativas está nas páginas de Comando Verde”, conta Marcos Ommati, que é jornalista especializado em assuntos de segurança.
Os dois autores são fascinados por seriados americanos de TV e filmes, e a ideia original, segundo eles, era escrever um roteiro para estes meios, mas acabaram criando um livro em linguagem cinematográfica, em que cada um dos 45 capítulos é pleno de emoção e ritmo, como episódios de uma série de televisão.
“Nosso público alvo mais óbvio são os militares das forças armadas e de outras forças de segurança, porém posso garantir que qualquer pessoa irá se deleitar com a forma como contamos histórias muitas vezes emocionantes, outras vezes tristes, mas nunca desinteressantes”, diz o coronel Montenegro.
O livro também recebeu o aval de um dos roteiristas de Tropa de Elite I e II, Rodrigo Pimentel. O ex-oficial do BOPE escreveu o prefácio de Comando Verde. “Este é um livro extremamente original com ineditismo sem precedentes. Pela primeira vez na literatura recente brasileira, temos a oportunidade de ver alguns temas históricos, como o ataque à base brasileira no rio Traíra (na fronteira com a Colômbia) e a atuação da Força de Pacificação sob o enfoque de um protagonista do Exército Brasileiro”, escreveu Pimentel.
Na última semana, o Coronel Montenegro realizou uma noite de autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Curitiba, um dos locais que já tem exemplares do livro. Para mais informações, visite www.comandoverde.com
Tuesday, May 27, 2014
Monday, May 19, 2014
Brasil: Copa pode atrair terroristas, dizem especialistas
Por Thiago Borges para Infosurhoy.com
Ações autônomas de seguidores de organizações terroristas é
a maior preocupação, segundo Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
SÃO PAULO, Brasil – A audiência televisiva de 2 bilhões de
pessoas e a expectativa de receber 600.000 turistas estrangeiros colocam o
Brasil no centro das atenções durante a Copa do Mundo, de 12 de junho a 13 de
julho. Diante deste cenário, especialistas dizem que, apesar de o país não ser
um alvo óbvio de terrorismo, há chances reais de um atentado acontecer.
“Nossa maior preocupação é com o que chamamos de ‘lobo
solitário’, que é o indivíduo que atua sozinho”, diz Luiz Alberto Salaberry,
diretor do Departamento de Contraterrorismo da Agência Brasileira de
Inteligência (Abin).
Apesar de descartar a existência de células terroristas de
organizações como a Al Qaeda no Brasil, Salaberry ressalta que extremistas
radicais podem adotar os mesmos discursos de ódio e racismo difundidos por
esses grupos pela internet.
Para tentar identificar seguidores de terroristas, a Abin
trabalha em conjunto com agências de inteligência de 82 países e departamentos
de 38 órgãos governamentais em todo o Brasil.
“Os lobos solitários geralmente sofrem de desvios
psicológicos e poderiam causar uma tragédia, se aproveitando da presença de
delegações e turistas estrangeiros”, explica Salaberry. “O desafio é se
antecipar ao movimento dessas pessoas que nós sequer conhecemos.”
A Abin intensificou o trabalho de combate ao terrorismo em
2012, com a Rio+20, e continou no ano passado, quando o Brasil sediou a Copa
das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude.
Para o advogado e especialista em contraterrorismo Marcus
Reis, as ameaças internas são maiores que as externas.
“A Copa pode ser um momento para chamar atenção e tentar
extorquir do estado algum compromisso político”, diz.
A inexistência de uma legislação específica favorece a
concretização de um atentado, diz Reis.
“O Estado tem que aumentar a segurança e diminuir a
vulnerabilidade do país, melhorar o controle das fronteiras e aumentar a
possibilidade de prisão para diminuir as chances de um ataque acontecer”,
acrescenta.
Há um projeto de lei em tramitação no Senado que tipifica o
crime de terrorismo e estabelece penas de 15 a 30 anos de prisão, sem direito a
fiança.
Se o projeto for aprovado, a lei antiterrorismo pode englobar desde ações terroristas de
organizações como o Hezbollah até atentados como os praticados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em 2006 e 2012.
Além da Copa, o país vai abrigar os Jogos Olímpicos do Rio
de Janeiro, em 2016, e a Universíade de Brasília, em 2019.
Para tentar dificultar a ação de terroristas, a Abin
investiu em metodologias, treinamento e parcerias no setor público e privado.
Entre esses parceiros, estão hotéis e restaurantes que vão
atender as delegações estrangeiras. Como fez nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e
na Rio+20, em 2012, a Abin irá treinar funcionários de vários estabelecimentos
para que informem o serviço secreto brasileiro sobre ações suspeitas.
“O terrorismo é uma ameaça que não faz parte da conjuntura
normal do Brasil, mas um grande evento possibilita esse tipo de apreensão”,
disse o general Jamil Megid Junior, assessor especial para Grandes Eventos do
Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) do Ministério da Defesa, em
março, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Durante a Copa, cerca de 150.000 agentes policiais e das
Forças Armadas vão atuar na segurança de delegações, turistas e população em
geral.
O general informou que varreduras em busca de bombas e
agentes químicos, biológicos, nucleares e radiológicos serão feitas em todos os
estádios, hotéis oficiais e centros de treinamento, entre outras áreas
importantes, da Copa do Mundo.
“Nós já estamos ativando os nossos 12 comandos regionais das
cidades-sede e finalizando a capacitação das nossas forças, agora em abril e
maio, principalmente com exercícios simulados com representantes da segurança
como um todo”, disse Megid.
Entre os dias 24 de março e 11 de abril, delegados da
Polícia Federal e agentes da segurança pública de Amazonas, Bahia, Ceará, Mato
Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul
participaram de um curso sobre interdição marítima a terroristas.
Realizado em Moyock, no estado da Carolina do Norte (EUA), o
curso é resultado de uma parceria entre a Secretaria Extraordinária de
Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça, a Embaixada
dos Estados Unidos no Brasil e a Agência Antiterrorismo do Departamento de
Estado dos EUA.
Investimento em segurança
O governo federal investiu R$ 1,9 bilhão entre 2012 e 2014
para garantir a segurança na Copa.
Os recursos foram destinados à coordenação de ações entre
polícias, guardas municipais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros e treinamento
de pessoal, além da compra de tanques de defesa antiaérea, equipamentos
antibomba e de videomonitoramento.
“Nós temos total confiança nos Ministérios do Esporte, da
Justiça e da Defesa, incluindo todas as diferentes autoridades de segurança”,
diz Ralf Mutschke, diretor de segurança da FIFA. “Estamos convencidos de que a
segurança na Copa do Mundo de 2014 será provida.”
Mundial: Brasil podría atraer a terroristas, según expertos
Por Thiago Borges para Infosurhoy.com
El potencial de ataques terroristas durante Brasil 2014 es
una gran preocupación, según la Agencia Brasileña de Inteligencia (ABIN).
SÃO PAULO, Brasil – Brasil podría ser blanco de ataques
terroristas durante el Mundial, cuando unos 600.000 extranjeros visiten el país
entre el 12 de junio al 13 de julio, al mismo tiempo que unos 2.000 millones lo
vean por televisión, según expertos.
"Nuestra mayor preocupación son los que llamamos ‘lobos
solitarios’, que son individuos que operan por su propia cuenta”, dijo Luiz
Alberto Salaberry, director del Departamento de Contraterrorismo de la Agencia
Brasileña de Inteligencia (ABIN).
A pesar de descartar la existencia de células terroristas de
organizaciones como Al Qaeda en Brasil, Salaberry expresó que los extremistas
radicales pueden adoptar los mismos discursos de odio y racismo difundidos en
internet por estos grupos.
La ABIN está trabajando con 38 departamentos gubernamentales
de Brasil y agencias de inteligencia de 82 países para impedir ataques durante
el Mundial, prestando especial atención a los individuos que siguen a grupos
terroristas.
“Los lobos solitarios generalmente sufren de problemas
psicológicos y podrían causar una tragedia, aprovechando la presencia de
delegaciones y turistas extranjeros”, agregó Salaberry. “El desafío es
anticiparse a los movimientos de estas personas que ni siquiera hemos
identificado”.
La ABIN intensificó su trabajo en el combate del terrorismo
en 2012 con Rio+20, y continuó en 2013, cuando Brasil fue anfitrión de la Copa
Confederaciones y la Jornada Mundial de la Juventud.
Las amenazas internas son mayores que las externas, según el
experto en antiterrorismo Marcus Reis.
“La Copa del Mundo podría ser un momento para atraer
atención e intentar extorsionar al estado a tomar un compromiso político",
añadió.
Reis, quien es abogado, agregó que la falta de legislación
específica también favorece la realización de un atentado.
“El Estado tiene que aumentar la seguridad y disminuir la
vulnerabilidad del país, mejorar el control de las fronteras y aumentar la
probabilidad de detención para diminuir las posibilidades de que ocurra un
atentado", dijo.
El Senado está considerando aprobar una legislación que
establece una pena de prisión de entre 15 y 30 años por terrorismo. Los
acusados no tendrán derecho a fianza mientras esperan juicio.
Si el proyecto legislativo se aprueba, la ley antiterrorismo podría cubrir desde actos terroristas
cometidos por organizaciones como Hezbolá hasta los ataques realizados por el Primer Comando de la Capital (PCC) en 2006 y 2012.
Rio de Janeiro será también sede de los Juegos Olímpicos 2016.
Con la finalidad de combatir el terrorismo, la ABIN ha
invertido en metodologías, entrenamiento y asociaciones con los sectores
público y privado.
Hoteles y restaurantes que atenderán a las delegaciones
extranjeras se han sumado a estas iniciativas. Como se hizo en los Juegos
Panamericanos de 2007 y en Rio+20 en 2012, la ABIN capacitará a empleados de
varios establecimientos para que informen al Servicio Secreto Brasileño sobre
cualquier actividad sospechosa.
“El terrorismo es una amenaza que no forma parte de la vida
normal en Brasil, pero los grandes eventos hacen posible este tipo de
aprehensión", dijo en marzo el general Jamil Megid Junior, asesor especial
para Grandes Eventos del Estado Mayor Conjunto de las Fuerzas Armadas (EMCFA)
del Ministerio de Defensa, durante una alocución ante la Cámara de Diputados en
Brasília.
Alrededor de 150.000 agentes policiales y miembros de las
Fuerzas Armadas serán desplegados en las 12 ciudades sede del Mundial.
Megid dijo que el personal de seguridad buscará bombas químicas
y nucleares, mientras que agentes especializados en radiología serán
desplegados en todos los estadios, hoteles oficiales y centros de
entrenamiento, así como en otras áreas importantes para el Mundial.
“Ya estamos activando nuestros 12 comandos regionales en las
ciudades sede y finalizando el entrenamiento de nuestras fuerzas en abril y
mayo, principalmente a través de simulacros con representantes de todo el plan
general de seguridad", afirmó Megid.
Entre el 24 de marzo y el 11 de abril, agentes de la Policía
Federal y oficiales de la ley de los estados de Amazonas, Bahia, Ceará, Mato
Grosso, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul y São Paulo
participaron en un curso de represión de terrorismo marítimo.
Realizado en Moyock, Carolina del Norte, EE.UU., el curso
fue el resultado de una asociación entre la Secretaría Extraordinaria de
Seguridad para Grandes Eventos (SESGE) del Ministerio de Justicia, la Embajada
de Estados Unidos en Brasil y la Agencia Antiterrorismo del Departamento de
Estado estadounidense.
Inversiones en seguridad
El Gobierno brasileño invirtió R$1.900 millones (US$860
millones) entre 2012 y 2014 para garantizar la seguridad durante el Mundial.
Los recursos fueron destinados a mejorar la coordinación
entre las fuerzas policiales, las guardias municipales, la defensa civil y los
cuerpos de bomberos, así como para el entrenamiento de personal y la
adquisición de tanques de defensa antiaérea, equipos antibomba y de monitoreo
por video.
“Tenemos absoluta confianza en los Ministerios de Deporte,
de Justicia y de Defensa, incluyendo a todas las diferentes autoridades de
seguridad", expresó Ralf Mutschke, director de seguridad de la FIFA.
“Estamos convencidos de que se brindará seguridad para el Mundial".
World Cup: Brazil may attract terrorists, experts say
By Thiago Borges for Infosurhoy.com
The potential for terrorist attacks is a major concern at
the World Cup, according to the Brazilian Intelligence Agency (ABIN).
“Our biggest concern is with the so-called ‘lone wolves,’
who are individuals operating on their own,” said Luiz Alberto Salaberry, the
director of the Counter-terrorism Department at the Brazilian Intelligence
Agency’s (ABIN).
Despite dismissing the potential existence of terrorist
cells in Brazil from organizations such as al-Qaeda, Salaberry said radical
extremists may adopt the same hate speech and racism spread across the Internet
by these groups.
ABIN is working with 38 Brazilian governmental departments
and intelligence agencies from 82 countries to prevent attacks when Brazil is
the center of global attention, paying special attention to individuals who
follow terrorist groups.
“The lone wolves typically suffer from psychological issues
and could cause a tragedy, taking advantage of the presence of foreign
delegations and tourists,” Salaberry added. “The challenge is to anticipate the
movements of these people whom we haven’t even identified.”
ABIN intensified its work to combat terrorism in 2012, with
Rio+20, and continued in 2013, when Brazil hosted the Confederations Cup and
World Youth Day.
Internal threats are greater than external ones, according
to counter-terrorism expert Marcus Reis.
“The World Cup could be a moment to attract attention and
attempt to extort the state into some sort of political commitment,” he said.
The lack of specific legislation also favors the carrying
out of an attack, Reis, who is a lawyer, added.
“The state has to increase security and decrease the
country’s vulnerability, improve border control and increase the likelihood of
arrest in order to reduce the chances of an attack,” he said.
The Senate is considering approving legislation that
establishes a prison sentence of between 15 and 30 years for anyone convicted
of terrorism. Defendants also will be denied bail while they wait for their day
in court.
If the bill is approved, the anti-terrorism law could cover everything from terrorist
acts committed by organizations such as Hezbollah to attacks such as those
carried out by the Primeiro Comando da Capital (PCC) in 2006 and 2012.
Rio de Janeiro also will host the 2016 Olympics.
ABIN has invested in methodologies, training and
partnerships with the public and private sectors to combat terrorism.
Among these partners are the hotels and restaurants that
will serve foreign delegations. Just as it did during the 2007 Pan-American
Games and Rio+20, in 2012, ABIN will train the employees of various
establishments to inform the Brazilian Secret Service of any suspicious
activity.
“Terrorism is a threat that isn’t part of normal life in
Brazil, but major events make these types of arrests possible,” Gen. Jamil
Megid Junior, a special adviser for major events to the Ministry of Defense’s
Joint Chiefs of Staff of the Armed Forces (EMCFA), said during a speech before
the House of Representatives in Brasília in March.
About 150,000 police officers and members of the Armed
Forces will be stationed throughout the 12 cities that will host World Cup
games.
Megid said security personnel will search for chemical and
nuclear bombs, while agents specializing in radiology will be stationed at all
stadiums, official hotels and training centers, as well as other important
World Cup areas.
“We’re already activating our 12 regional commands in the
host cities and finalizing the training of our forces in April and May,
primarily through drills with representatives of the overall security scheme,”
Megid said.
Between March 24 and April 11, Federal Police officers and
law enforcement officials from the states of Amazonas, Bahia, Ceará, Mato
Grosso, Paraná Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul and São Paulo,
participated in a course on maritime terrorist interdiction.
Held in Moyock in the U.S. state of North Carolina, the
course was the result of a partnership between the Ministry of Justice’s
Special Secretariat for Security at Major Events (SESGE), the U.S. Embassy in
Brazil and the U.S. Department of State’s Counterterrorism Agency.
Investments in security
The Brazilian government invested R$1.9 billion (US$860
million) between 2012 and 2014 to ensure security at the World Cup.
The funds were allocated to improve coordination among the
police forces, municipal guards, civil defense and fire departments, as well as
the training of personnel and the purchase of air defense tanks, bomb disposal
equipment and video surveillance gear.
“We have total confidence in the ministries of Sport,
Justice and Defense, including all of the different security authorities,” FIFA
Security Director Ralf Mutschke said. “We’re convinced that security will be
provided for the World Cup.”
Tuesday, May 13, 2014
Agências envolvidas na defesa e na segurança da Copa fazem últimos ajustes
Veja a entrevista concedida pelo coronel Fernando Montenegro, autor do livro Comando Verde, para a Globo News sobre a segurança durante a Copa do Mundo.
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/agencias-envolvidas-na-defesa-e-na-seguranca-da-copa-fazem-ultimos-ajustes/3341815/
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/agencias-envolvidas-na-defesa-e-na-seguranca-da-copa-fazem-ultimos-ajustes/3341815/
Monday, May 12, 2014
Rio de Janeiro: Residents benefit from Armed Forces’ crime hotline
By Flávia Ribeiro for Infosurhoy.com
Armed Forces have created Disque-Pacificação to provide the
Complexo da Maré’s residents a telephone number for anonymous crime reporting
and suggestions.
RIO DE JANEIRO, Brazil – A series of attacks on April 20 and
21 against the Pacification Force in Complexo da Maré culminated in a
horrifying scene: A gunman, accompanied with at least one child on a
motorcycle, shot at military members who couldn’t return fire since he was
protecting himself with a human shield.
Maré, a complex of 15 favelas in Rio de Janeiro’s North
Zone, continues to be a hotspot for narco-traffickers after it was occupied by
the Brazilian Army and Navy. However, the military has bolstered its fight
against crime by improving communication with the about 130,000 who call the
complex home.
Disque-Pacificação (3105-9717) is a 24-hour anonymous crime
hotline that began operating on April 16 and will be open until the military
leaves the area, mirroring the hotline that was established after the 2010
pacification of Complexo do Alemão.
“We began this service so the community could speak with us
about any issues, from providing us with information about drug trafficking and
organized crime to reporting complaints about excesses on the part of our
troops,” said Army Maj. Alberto Horita, a spokesperson for the Pacification
Force in Maré. “Of course, we will strive to prevent any excesses. But, if they
do occur, we want them to be reported so we can take the appropriate steps.”
During the first 24 hours the hotline was in service, 25
complaints were filed – all of them related to drug trafficking. A small
number, perhaps, but the Pacification Force believes it’s a good sign, as the
line was started without any publicity.
“The guarantee of anonymity is absolute and residents have
no reason to fear calling,” Horita said. “Residents will realize this, see our
work and the results of their complaints.”
Disque-Pacificação works in the same way as Disque-Denúncia (2253-1177), a service operated by civil
society to aid in the fight against crime.
Disque-Denúncia has received 1,997,082 complaints since its
creation in 1995 through March 2014, according to Zeca Borges, the service’s
coordinator. Disque-Pacificação will be used more often as more residents
realize their reports are taken very seriously by security forces.
“First, you must gain their trust, then you can regain the
area,” Borges said. “The important thing in this work is to be open to
listening. They have to value what is being said since every call represents a
civic act by the caller.”
Borges said
Disque-Denúncia also continues to be available to the residents of Complexo da
Maré.
“My guidance is to call, always,” Borges added.
Gen. Roberto Escoto, the commander general of the Maré
Pacification Force, said it has been harder to restore order to Complexo da
Maré because the number of narco-traffickers was larger than initially
estimated.
Complexo da Maré is considered a strategic region. In
addition to being crossed by the city’s three main highways – Linha Vermelha,
Linha Amarela and Avenida Brasil – the complex is next to the international
airport and is bordered by the Bay of Guanabara, which makes it easier to
traffic drugs and weapons.
Two criminal organizations - Terceiro Comando and Comando
Vermelho – and one militia group are operating in the community.
Maré’s residents, who for decades lived under the control of
narco-traffickers and criminal groups, hope the arrival of the Police Pacification Units (UPP) represents the start of a
better future.
Now, the Pacification Forces hope residents take advantage
of the hotline.
“Some trafficking activity remains in Maré so residents fear
being identified, no matter how certain they are that the complaint is
anonymous,” said professor Edson Diniz, the founder and director of Redes de
Desenvolvimento da Maré, a civil society organization that supports community
development.
Diniz said the Pacification Force will need to overcome the
residents’ fears “of crime and the security forces themselves,” suggesting an
ombudsman’s office be created to complement Disque-Pacificação.
“The idea of opening a line of communication is good,” he
added. “But residents will trust it enough to participate only after they have
seen it put into practice.”
Línea telefónica para denunciar delitos beneficia a favelas
Por Flávia Ribeiro para Infosurhoy.com
Las Fuerzas Armadas crearon Disque-Pacificação para que
residentes del Complexo da Maré denuncien delitos de manera anónima y puedan
dejar sugerencias.
RIO DE JANEIRO, Brasil – Una serie de ataques ocurridos el
20 y 21 de abril contra la Fuerza de Pacificación en Complexo da Maré culminó
en una escena horrorosa: un hombre armado, acompañado de al menos un menor en
una motocicleta, disparó contra efectivos del Ejército que no pudieron devolver
los disparos debido a que el sujeto se estaba protegiendo con un escudo humano.
Maré, un complejo de 15 favelas en la Zona Norte de Rio de
Janeiro, continúa siendo un semillero de narcotraficantes, aun después de haber
sido ocupada por el Ejército y la Marina de Brasil. Sin embargo, el Ejército ha
reforzado su ofensiva contra el crimen al mejorar la comunicación con los
aproximadamente 130.000 residentes del complejo.
Disque-Pacificação (3105-9717) es una línea anónima
disponible las 24 horas del día que comenzó a funcionar el 16 de abril y que
seguirá abierta hasta que el Ejército abandone el área, replicando lo que
sucedió con la línea telefónica que se estableció luego de la pacificación del
Complexo do Alemão, en 2010.
“Comenzamos este servicio para que la comunidad pueda
comunicarse con nosotros sobre cualquier problema, desde darnos información
sobre actividades de narcotráfico y crimen organizado hasta denunciar excesos
por parte de nuestros efectivos”, dijo el mayor del ejército Alberto Horita,
portavoz de la Fuerza de Pacificación en Maré. “Por supuesto, haremos lo máximo
posible para evitar que ocurran excesos. Pero si ocurren, queremos que se
denuncien para que podamos tomar las medidas correspondientes”.
Durante las primeras 24 horas de funcionamiento de la línea,
se registraron 25 denuncias, todas ellas vinculadas con el narcotráfico. Podría
parecer una cifra pequeña, pero la Fuerza de Pacificación cree que es una buena
señal, ya que la línea comenzó a funcionar sin que se hiciera publicidad
previa. El servicio fue promocionado mediante anuncios con altoparlantes y
panfletos en las calles.
“La garantía del anonimato es absoluta y los residentes no
tienen por qué tener temor de llamar”, afirmó Horita. “Los residentes se darán
cuenta de esto, verán nuestro trabajo y los resultados de sus denuncias”.
Disque-Pacificação funciona de la misma manera que Disque-Denúncia (2253-1177), un servicio operado por la
sociedad civil para ayudar en la lucha contra el crimen.
Disque-Denúncia ha recibido 1.997.082 denuncias desde su
creación, en 1995, hasta marzo de 2014, según Zeca Borges, el coordinador del
servicio. Disque-Pacificação será usada con más frecuencia a medida que más
residentes se den cuenta que la policía se toma muy en serio sus denuncias.
“Primero, hay que ganarse su confianza; después, se puede
recuperar el área”, dijo Borges. “Lo importante en este trabajo es estar abierto
a escuchar. Hay que valorar lo que se dice debido a que cada llamada representa
un acto cívico de quien la realiza”.
Borges añadió que Disque-Denúncia también continúa estando
disponible para los residentes del Complexo da Maré.
“Lo que yo recomiendo es que hay que llamar, siempre”,
añadió Borges.
El general Roberto Escoto, comandante general de la Fuerza
de Pacificación de Maré, dijo que ha sido más difícil restaurar el orden en
Complexo da Maré debido a que la cantidad de narcotraficantes era mayor que las
estimaciones iniciales.
Se considera a Complexo da Maré como una región estratégica.
Además de que lo atraviesan las tres principales autopistas de la ciudad (Linha
Vermelha, Linha Amarela y Avenida Brasil), el complejo está al lado al aeropuerto
internacional y lo rodea la Bahía de Guanabara, lo que facilita el tráfico de
drogas y armas.
Dos organizaciones delictivas (Terceiro Comando y Comando
Vermelho) y un grupo de autodefensa operan en la comunidad.
Los residentes de Maré, que por décadas vivieron bajo el
control de narcotraficantes y grupos delictivos, esperan que la llegada de las Unidades Pacificadoras Policiales (UPP) represente el comienzo
de un futuro mejor.
Ahora, las Fuerzas de Pacificación esperan que los
residentes aprovechen la línea telefónica.
“Todavía existe actividad de narcotráfico en Maré, por lo
que los residentes tienen temor de ser identificados, sin importar lo seguros
que estén de que la denuncia permanecerá en el anonimato”, dijo el profesor
Edson Diniz, fundador y director de Redes de Desenvolvimento da Maré, una
sociedad civil que trabaja por el desarrollo de la comunidad.
Diniz dijo que la Fuerza de Pacificación deberá luchar
contra los temores por parte de los residentes “al crimen y a las mismas
fuerzas de seguridad”, y sugirió que se creará una oficina de defensoría del
pueblo (ombudsman) para complementar a Disque-Pacificação.
“La idea de abrir una línea de comunicación es buena”,
añadió. “Pero los residentes solo confiarán en el servicio luego de que vean
sus resultados”.
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